Sujeito E Predicado Exercícios 7 Ano - Sujeito E Predicado Exercícios 7 Ano - ZULEDU
Sujeito E Predicado Exercícios 7 Ano - ZULEDU

Como resolver sujeito e predicado sem errar o básico

Achei um monte de gente travando na hora de separar sujeito de predicado. É mais simples do que parecem fazer os livros didáticos, mas tem pegadinha que todo mundo cai. O sujeito é quem pratica ou sofre a ação do verbo. O predicado é o resto da oração, aquilo que fala sobre o sujeito. Parece óbvio, mas a maioria dos exercícios pra sétimo ano não para aí. Eles colocam voz passiva, passiva analítica, orações sem sujeito claro, e daí já trava.

sujeito e predicado exercícios 7 ano

Aqui vai um exercício que eu mesmo resolvi com um aluno recently. Tinha a frase: "Será necessário estudar mais para a prova". A primeira reação é querer colocar "estudar" como sujeito. Não é. O sujeito aqui é indeterminado, porque o verbo está na terceira pessoa do plural com "será" no singular na verdade. A estrutura correta pede análise do verbo "será necessário", que é predicativo do sujeito. O sujeito real fica implícito: "nós" ou "vocês". Quando o aluno identificou que não dava pra achar um sujeito determinado, resolveu usar o critério da concordância verbal. Se o verbo concorda com algo explícito, é sujeito determinado. Se não concorda com nada visível, é indeterminado ou inexistente. Esse método resolveu em dois minutos o que ele estava disputando há vinte. Outro erro comum em exercícios de sétimo ano é confundir objeto direto com sujeito. Frases como "Vi o filme ontem" são tratadas como se "o filme" fosse sujeito. Não é. O sujeito aqui é "eu", subentendido. "O filme" é objeto direto. A diferença prática é que o sujeito concorda em número e pessoa com o verbo, enquanto o objeto direto não tem essa característica. Teste rápido: coloque a oração no plural. "Nós vimos os filmes ontem". Se o verbo muda, você está olhando pro sujeito certo. Se nada muda na posição do substantivo, é provavelmente um objeto.

Aqui estão três exercícios típicos com soluções comentadas: Exercício 1: "Os alunos da turma fizeram a prova com calma."

Sujeito: "Os alunos da turma" (locução nominal, núcleo em "alunos") Predicado: "fizeram a prova com calma" (verbal, pois o verbo é principal e transmite ação) Exercício 2: "A criança parece cansada depois da escola."

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Sujeito: "A criança" Predicado: "parece cansada depois da escola" (nominal, pois o verbo "parecer" aqui é de ligação, ligando sujeito ao predicativo "cansada") Exercício 3: "Houve muitos problemas durante a viagem."

Sujeito: inexistente (verbo impessoal "haver" no sentido de existência) Predicado: "Houve muitos problemas durante a viagem" (verbal, mas com sujeito inexistente) A pegadinha que mais cai em provas de sétimo ano é exatamente essa: verbos impessoais. "Haver" no sentido de existir, "faz" indicando tempo, e "parecer" quando não é verbo de ligação. Quando o aluno identifica o verbo impessoal corretamente, elimina imediatamente a possibilidade de sujeito determinado e evita erros grosseiros.

Também vale lembrar que a análise sintática não é binaária. Existem sujeitos simples, compostos, ocultos, elípticos, indeterminados e inexistentes. Predicados também se dividem em verbal, nominal e verbo-nominal. A confusão maior vem quando o aluno tenta classificar tudo numa única categoria rígida, o que não funciona na prática. Uma oração como "Eles chegaram tarde e cansados" tem sujeito simples ("Eles"), mas o predicado é verbo-nominal porque tem verbo de ligação ("chegaram" aqui funciona como ligação) e dois predicativos ("tarde" e "cansados"). Se você estiver usando material impresso, a dica prática é: circule o verbo primeiro. Depois pergunte "quem ou o que pratica/isso?". O que responder essa pergunta é o sujeito. Tudo que sobrar é o predicado. Funciona para cerca de oitenta por cento das orações que aparecem em exercícios de sétimo ano. Os vinte por cento restantes são as exceções que citei acima.

O problema é que muitos cursos online simplesmente jogam cinquenta frases sem contexto e esperam que o aluno decore padrões. Não funciona assim. O que funciona é entender o mecanismo de concordância verbal e treinar a identificação do núcleo do sujeito. Quando o aluno sabe que o núcleo é normalmente um substantivo ou pronome, e que elementos como preposições e artigos não são núcleos, ele consegue isolar o sujeito em frases muito mais complexas do que as exemplos simplificados dos livros. Para quem quer material extra, recomendo buscar exercícios que apresentem orações em diferentes tempos verbais. O modo como o sujeito se comporta no pretérito perfeito é diferente do presente do indicativo, e isso causa confusão em quem só treinou com um tempo verbal. O ideal é alternar entre presente, pretérito e futuro nos exercícios, para criar familiaridade com as variações de concordância.

A parte mais difícil na prática é reconhecer quando o sujeito está oculto. Frases como "Cantamos muito ontem" têm sujeito oculto ("nós"). O aluno precisa inferir pela terminação verbal. Isso exige domínio da conjugação, e é exatamente aí que muitos falham no sétimo ano porque ainda não dominaram bem as desinências de pessoa e número.