Super Mario Bros 2 Super Mario - Super Mario Bros 2 | Nintendo Club
Super Mario Bros 2 | Nintendo Club

O que é o Super Mario Bros. 2

O jogo que saiu no Ocidente como Super Mario Bros. 2 em 1993 para o NES é uma coisa completamente diferente do primeiro Mario que todo mundo conhece. Ele não é um remake das fases do jogo original com dificuldade dobrada. Ele nasceu de um jogo chamado Doki Doki Panic, desenvolvido pela Nintendo R&D1 nos anos 80. Quando a Nintendo da América viu o protótipo, achou que tinha um potencial enorme e decidiu transformar o jogo num spin-off da série Mario. Os sprites foram redesenhados, os inimigos mudaram de nome, a música foi regravada e pronto. O resultado foi um jogo com mecânicas que nunca tinham aparecido antes na franquia: puxar coisas do chão, arremessar vegetais, subir folhas, ter personagens com habilidades únicas. Tem gente que confunde esse jogo com o Super Mario Bros.: The Lost Levels, que era o verdadeiro "Super Mario Bros. 2" do Japão. O Lost Levels ficou perdido no Japão por décadas e só veio pro Ocidente muito tempo depois como parte de compilações. São dois jogos completamente diferentes. O que as pessoas chamam de SMB2 ocidental tem quatro jogáveis: Mario, Luigi, Toad e Peach. Cada um tem peso e velocidade diferentes. Luigi escorrega mais no chão. Toad é rápido mas não sobe alto. Peach voa por dois segundos quando aperta o botão de pulo duas vezes seguido. Essa é a base de tudo.

Como jogar super mario bros 2 super mario — guia prático

Vou direto ao ponto porque a maioria dos tutoriais na internet fala demais e ensina de menos. O sistema de combate do jogo é simples mas tem detalhes que quase ninguém menciona. Quando você agacha segurando um vegetal ou objeto, pode girar o bastão analógico para jogar o item com força direction-boosted. Isso significa que a direção importa. Jogar para baixo com força dá um arremesso baixo e rápido que desvia de obstáculos. Jogar para cima cria um arco alto. A maioria das pessoas não usa isso direito e fica jogando tudo na horizontal. O sistema de subir folhas é o que mais causa confusão. Você precisa agachar embaixo de uma folha e segurar o botão de ação enquanto sobe. Se soltar o botão no meio, cai. Tem fases inteiras onde você sobe e desce folhas o tempo todo e é fácil se perder. Eu gastava umas vinte tentativas numa fase específica chamada Forklift porque eu não percebia que precisava segurar o botão de ação enquanto Mario estava agachado debaixo da folha. O jogo não avisa. Você só cai e morre. A solução é simples: segura o botão sem soltar, mesmo quando a folha para de subir por um segundo.

Sobre os chefões. O jogo tem oito chefões, cada um com padrões de ataque que parecem aleatórios mas não são. O primeiro chefão, Squid Kid, sobe e desce num eixo vertical e joga peixes. O truque é esperar ele subir até o topo e atacar quando ele estiver vulnerável na descida, não na subida. Muita gente fica acertando quando ele está subindo e leva dano. No chefão Dogga, que aparece na fase Desert, ele cava e surge de buracos. Você tem que atirar vegetais nos buracos antes que ele saia, senão ele aparece atrás de você e é tarde demais. Isso vale pra todos os chefões que usam buracos: ataque o buraco, não o inimigo. Os power-ups são limitados. Você encontra cogumelos que te dão tamanho grande, mas não tem vida extra. Morrer três vezes e acabou, sem Continue na maioria das versões. Tem alguns power-ups especiais espalhados pelas fases: o Heart dá vida extra, o Star te deixa invencível por alguns segundos, o Super Leaf te dá cauda de racoon mas só em algumas versões. A distribuição deles é muito ruim. Em certas fases você praticamente não encontra power-ups e precisa completar o nível com o tamanho pequeno. É intencional, mas é frustrante.

Dificuldade e armadilhas

O SMB2 ocidental é consideravelmente mais fácil que o Lost Levels japonês. O Lost Levels tem plataformas que somem, inimigos que aparecem de repente, buracos que você não vê no escuro. O SMB2 ocidental é mais aberto, mais generoso com power-ups, e os inimigos são previsíveis. Se você está tentando jogar a versão difícil sem saber, vai se dar mal. A versão ocidental é a que veio no cartridge original do NES e nas compilações posteriores. O Lost Levels só apareceu no Super Mario All-Stars pro SNES, que era uma compilação com gráficos redesenhados em 16-bit. Um detalhe que ninguém conta: o jogo tem um sistema de checkpoints invisíveis. Quando você morre numa fase longa, você não volta pro início. Volta pro último ponto onde coletou um power-up ou chegou perto de um checkpoint. Isso acontece sem aviso. Eu levei dias percebendo isso porque sempre pensei que o jogo estava salvando automaticamente. Na fase Wooden Ship, por exemplo, tem um checkpoint invisível bem no meio. Se você morrer antes dele, volta pra frente. Se morrer depois, volta pros próximos quinze segundos de progresso. É bom saber disso porque muda completamente como você abordagem as fases longas. Não precisa ser perfeccionista no começo.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

A colisão de hitbox é um problema real. Em certas fases, o Yoshi (que é montaria em algumas versões) tem uma hitbox maior do que o sprite aparenta. Você acha que está passando por um espaço apertado mas bate e cai. Same no caso das folhas: a hitbox da folha é ligeiramente maior do que o sprite. Se você tentar passar raspasso na borda, o jogo detecta colisão e você cai. A workaround que eu descobri foi sempre se posicionar centimetro antes da borda e pular, não tentar passar colando na parede.

Onde encontrar e jogar

O jogo original de NES ainda roda em hardware original, em consoles clone, em emuladores. A versão mais acessível é pelo NES Classick de fábrica ou similar, que roda ROMs. Para emulação, o Nestopia ou o FCEUX são os mais fiéis. Tem também a versão do Super Mario All-Stars pro SNES que tem os gráficos redesenhados e musicas rearranjadas. É uma experiência visualmente superior mas mecânicamente idêntica. A versão do Game Boy Advance veio incluída na compilação Super Mario Advance, que é basicamente o SMB2 ocidental com gráficos de GBA e suporte a save state. Não recomendo baixar ROMs de sites aleatórios. Tem muita versão modificada por aí com cheats ativados, fases alteradas, e até vírus em alguns casos. Se for usar ROM, procure versões oficiais de dumps de cartucho. A checksum do cartucho original é conhecida e facilmente verificável. O arquivo deve ter cerca de 32KB e o hash MD5 deve começar com um valor específico. Sites confiáveis de preservação de jogos mantêm cópias autênticas.

Variantes e edições

Existe uma edição chamada Super Mario Bros. 2: Special Edition que foi lançada depois, com algumas mudanças. Não confundir com o Lost Levels. A Special Edition tem fases extras e ajustes de dificuldade. Também tem a versão internacional que veio em diferentes formatos dependendo do region locking do console. No Japão, o jogo original Doki Doki Panic ainda é jogável em algumas compilações modernas. A história completa envolve três jogos distintos: Doki Doki Panic (1987), Super Mario Bros. 2 ocidental (1993), e Super Mario Bros.: The Lost Levels (1986 no Japão, lançado no Ocidente em 2004 via Virtual Console). Se você quer jogar o SMB2 hoje, a opção mais prática é pelo Nintendo Switch Online. A biblioteca inclui o Super Mario Bros. 2 original. Tem controle de save state, rewind, e opções de dificuldade opcional. Se preferir emulation, FCEUX com o núcleo nestopia é a escolha mais fiel. Configurações de input lag ficam em torno de 1 frame se você usar output windowless. Para speedrunning, a versão de referência é a NTSC original, porque PAL tem frame rate diferente e isso afeta timing de pulos e animações.

O jogo é curto. Completar todas as oito fases com os oito chefões leva em média umas três a quatro horas em jogada cuidadosa. Em velocidade, recordes mundiais ficam em torno de 25 minutos para 100% completion. Se você está começando, conte com seis a oito horas no total, incluindo mortes e tentativas. Não existe modo fácil oficial, mas save states ajudam. A dificuldade real está nas fases finais, especialmente a fase final do Mundo 4 e o chefão final.