Tipos De Sujeito 7 Ano - Tipos De Sujeito 7 Ano - GITEDU
Tipos De Sujeito 7 Ano - GITEDU

Como identificar os tipos de sujeito sem perder a sanidade

Todo ano tem gente travando na hora de distinguir sujeito oculto de indeterminado. Vou explicar do jeito que funciona na prática, porque a teoria da cartilha às vezes deixa lacunas. O sujeito é quem pratica ou sofre a ação do verbo. Aí começa a confusão.

O que você realmente precisa saber sobre tipos de sujeito 7 ano

Existem cinco categorias. Cinco mesmo, não seis, não quatro. A maioria dos erros acontece porque o aluno tenta encaixar a frase num modelo decorado em vez de analisar a estrutura real. Sujeito simples tem apenas um núcleo. "O gato escalou o muro." Núcleo é "gato". Pronto. É isso. A gente complica demais coisas simples.

Sujeito composto tem dois ou mais núcleos ligados por conjunção. "O gato e o cachorro correram pelo jardim." O verbo fica no plural porque o sujeito é plural. Regra básica que todo mundo lembra até a prova chegar. Agora os que causam dor de cabeça.

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Sujeito oculto (ou elíptico) não está escrito mas dá pra recuperar pelo contexto ou pela desinência verbal. "Nós vamos viajar amanhã." O sujeito é "nós", tá escondido na terminação "-mos" do verbo. Eu já vi aluno marcar "oração sem sujeito" numa frase assim porque não percebeu a desinência. Erro clássico. Sujeito indeterminado aparece quando não dá pra saber quem praticou a ação. Tem duas marcas: verbo na terceira pessoa do plural sem referente anterior, ou verbo na terceira pessoa mais "se" indicativo de indeterminação. "Precisaram-se de funcionários." Não tem como saber quem precisou. Aí é indeterminado. Se alguém já mencionou "as empresas" antes, não é mais indeterminado — o sujeito tá oculto, não faltando.

Oração sem sujeito é diferente de sujeito oculto. Aqui não tem ninguém pra ninguém. Verbos que indicam fenômenos da natureza, existir, haver no sentido de existir, fazer indicando tempo. "Choveu muito ontem." "Havia muitas pessoas na sala." "Faz dois anos que não o vejo." O verbo fica na terceira pessoa do singular e pronto, não tem sujeito pra encontrar. Isso confunde até quem já passou da sétima série. Dei uma dica que não está em nenhum resumo: quando o verbo é "haver" no sentido de existir, a frase NUNCA tem sujeito. Já vi estudante tentar transformar "Houve muitos acidentes" em sujeito simples achando que "muitos acidentes" era o sujeito. Não é. "Muitos acidentes" é objeto direto. O sujeito simplesmente não existe nessa oração. Achei isso depois de corrigir centenas de provas e perceber que o padrão de erro era sempre o mesmo.

Outra pegadinha que cai em prova: "Ai!" ou "Basta!" isolados. Oração sem sujeito. Não tentem encontrar sujeito em interjeição. O que recomendo pra quem tá estudando: ao invés de decorear definições, treine a troca pelo pronome. Se você consegue substituir o sujeito por "ele/ela/eles/elas", tá identificado. Se não consegue e o verbo tá no singular sem agente, provavelmente é oração sem sujeito. Se o verbo tá no plural e ninguém foi mencionado antes, é indeterminado.

Achados meus com base em experiência real: a expressão "é proibido" sempre exige sujeito. "É proibido entrar." Nesse caso, "entrar" é o sujeito. Já "é preciso" não tem sujeito — é impessoal. A diferença entre "proibido" e "preciso" nessa construção é uma das coisas que mais erram. Anotem isso. Resumo prático que funciona: sublinhe o verbo, pergunte "quem praticou isso?", se a resposta vier na desinência verbal é oculto, se não vier resposta possível é indeterminado ou inexistente, dependendo do verbo. Funciona em 95% dos casos que eu vejo.