Lima Barreto Resumo Biografia - Lima Barreto: Biografia Resumo - GITEDU
Lima Barreto: Biografia Resumo - GITEDU

Quem foi Lima Barreto

Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, no Hospital de Isolamento do Engenho de Dentro, onde sua mãe trabalhava como cozinheira. Seu pai era militar e sua mãe negra, fato que marcou profundamente sua produção literária. Cresceu em condições modestas, sendo criado pela mãe após a morte do pai quando ele tinha poucos anos. Formou-se em contabilidade, mas nunca exerceu a profissão com duração significativa. Trabalhou como tipógrafo, jornalista e funcionário público.

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Sua carreira literária começou ainda na juventude, com participações em jornais e revistas da época. Publicou crônicas, contos e poemas em publicações como Fon-Fon!, O Matutino Pari e A Cidade do Rio. Seus primeiros livros surgiram já no início do século XX, com "Clipes Urbanos" (1913) e "Triste Fim de Policarpo Quaresma" (1915), obra que lhe trouxe reconhecimento postumamente. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, mas não conseguiu se manter no cargo por muito tempo devido a disputas internas e problemas de saúde. Morreu em 1º de novembro de 1922, aos 41 anos, em um hospital psiquiátrico em Petrópolis, onde foi internado com diagnóstico de paralisia geral Progressiva, doença relacionada ao estágio avançado de sífilis. O que muita gente não sabe sobre Lima Barreto é que sua produção foi praticamente ignorada durante décadas após sua morte. Só nas décadas de 1950 e 1960, com o trabalho de críticos como José Veríssimo e Antonio Candido, é que sua obra ganhou o lugar que merece na literatura brasileira. Ele escreveu sob pseudônimos como "Numélio Silvestre" e "Ciro Camotes", numa época em que ser negro e ter uma voz crítica sobre o racismo estrutural tornava sua publicação ainda mais difícil. Uma coisa que poucos mencionam é que Lima Barreto vivia de bicos, traduzia textos para pagar contas, e muitas vezes precisava pedir dinheiro emprestado para conseguir papel para escrever. Seus romances mais importantes são "O Império da Decadência" (1919), "Clara dos Anjos" (1923) e "A Civilização do Metropolitano" (1921), todos marcados por uma visão crítica da sociedade brasileira da Primeira República.