Como fazer livrinho para colorir como lembrancinha de festa
A gente precisa de tinta nanquim mesmo? Na prática, não. O problema é que muita gente compra papel sulfite comum e se frustra quando a corante escorre ou deixa o papel todo empapado. Aconteceu comigo numa festinha de aniversário de criança de seis anos. Eu comprei um caderno de desenho com papel grosso e levei lápis de cor simples, mas uma das mães trouxe uma canetinha hidrocor e o desenho quase rasgou do outro lado. Aí eu entendi que o segredo tá na gramatura do papel, não no material. Tem uma regra prática que pouca gente fala: use papel 180g no mínimo. Papel de sulfite 75g não aguenta mais que dois ou três traços de lápis mais forte antes de começar a deformar. O ideal é usar um caderno de desenho ou até mesmo uma folha solta de papel cartão, mas aí você precisa plastificar as bordas senão fica feio e rasga fácil na hora de distribuir.
livrinho para colorir lembrancinha
Para quem quer fazer do zero, o processo é simples. Imprima as figuras em uma impressora jato de tinta ou laser. Se for jato de tinta, deixe secar por pelo menos dez minutos antes de manusear. O acabamento pode ser feito com grampeador nos cantos superiores, mas prefiro usar cola branca PVA que fica mais limpo e não amassa o papel. Para tornar mais resistente, passe uma fita crepe adesiva nas bordas laterais ou encape com transparência. Um detalhe técnico que passa despercebido: a margem de impressão da maioria das impressoras caseiras não chega até a beira da folha. Por isso, deixe um espaço de dois centímetros em branco nas laterais, senão o conteúdo fica colado na borda e ao grampear pode cortar parte da figura. Se quiser um resultado mais profissional, compre papel couché 150g em uma gráfica e mande encadernar com espiral ou costura.
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O investimento costuma ficar entre cinco e quinze reais por exemplar, dependendo da quantidade. Comprando papel em atacado e fazendo em casa, consigo produzir vinte exemplares por hora. Em gráfica, o prazo de entrega é de dois a cinco dias úteis e o preço varia por unidade. Alguns problemas comuns que eu já enfrentei: uso de cola muito quente que empenca o papel; grampear muito perto da borda e o papel rasgar; escolher figuras muito detalhadas para crianças pequenas, o que gera frustração. Para crianças de três a cinco anos, prefira figuras com ros grossos e pouco preenchimento. Acima de seis anos, já dá para usar imagens mais complexas, mas sempre evite cores muito vibrantes que mancham a roupa.
Se o objetivo é realmente rápido, há a opção de comprar livrinhos prontos de fornecedores online. O site Mercado Livre tem opções a partir de oito reais o cento, mas a qualidade do papel costuma ser inferior e as figuras podem ter baixa resolução. Já fiz teste comparativo entre imprimir em casa e comprar pronto: o custo-benefício de imprimir varia muito conforme a região, mas em São Paulo, por exemplo, sair mais barato comprar papel couché e uma gráfica local do que importar lotes pequenos de produtos prontos. Outra alternativa interessante é usar papel reciclado de 120g. Ele tem textura diferente, absorve melhor a tinta e é mais ecológico. O único inconveniente é que pode não ter a mesma superfície lisa para colorir, o que incomoda algumas crianças acostumadas com papel brilhoso. Se opte por esse modelo, avise os pais antes para alinhar expectativa.
Resumindo o que funciona na prática: papel grosso, cola PVA, margens de segurança na impressão e figuras adequadas à idade. Tudo isso evita desperdício de material e evita retrabalho. O tempo médio de produção em casa para cinquenta exemplares é de aproximadamente quarenta minutos, considerando a impressão, secagem, montagem e acabamento.